Out 18, 2019

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Daniel Rosa é escolhido para assumir delegacia que investiga caso Marielle no lugar de Giniton

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Delegado Daniel Rosa (direito) assume o caso Marielle

A Polícia Civil já definiu que o delegado Giniton Lages não comandará mais as investigações das mortes da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, em março do ano passado. O delegado Daniel Rosa foi escolhido para o cargo na Divisão de Homicídios da Capital. A informação foi passada ao G1 por fontes da corporação.

A reunião que selou as mudanças aconteceu durante a tarde desta terça-feira (19). No encontro, foi comunicado o desligamento de Giniton e a entrada de Rosa como titular da delegacia da capital.

Daniel começou na Polícia Civil dentro da unidade, e foi durante anos um dos principais delegados assistentes de Rivaldo Barbosa e Fábio Cardoso na Divisão de Homicídios da Capital, juntamente com o próprio Giniton. Na especializada, participou de investigações como a da morte de um médium na Zona Oeste, em 2015.

Ele assumiu a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense em março de 2018, durante as mudanças na corporação com a intervenção federal na área de segurança pública.

Mais recentemente, investigava a participação de Marcelo Fernando de Sá Costa , filho de Fernandinho Beira-Mar, na morte de três pessoas na Baixada Fluminense, e também uma chacina com nove mortos em Nova Iguaçu.

Como Fábio Cardoso e Giniton Lages antes dele, Daniel Rosa sai da DHBF para assumir a delegacia da capital. O substituto de Rosa será o delegado Moyses Santana, que estava na 28ª DP (Campinho).

Giniton Lages apareceu publicamente pela última vez durante a coletiva de imprensa no dia das prisões de Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, acusados de serem o atirador e motorista responsáveis pelo crime, segundo as investigações.

Ao G1, um dia depois, Giniton disse que havia sido convidado para fazer um "intercâmbio" na Itália pelo governador Wilson Witzel, mas que ainda não havia uma definição sobre o assunto. Nesta terça, ficou definido que Giniton entrará de férias e depois fará o intercâmbio.

O delegado Rosa assume agora a segunda parte das investigações do caso, após a prisão de Elcio e Lessa, que estavam no Cobalt prata que emparelhou com o veículo oficial da vereadora por volta de 21h10 do dia 14 de março de 2018. Na esquina entre as ruas João Paulo I e Joaquim Palhares, Lessa atirou 13 vezes utilizando uma submetralhadora MP-5; nove tiros atingiram a lataria, e quatro acertaram os vidros do veículo.

A Polícia Civil busca agora saber mais a respeito da movimentação financeira dos acusados, o destino dos 117 fuzis apreendidos na casa de um amigo de Lessa, e tentar encontrar possíveis mandantes para o assassinato de Marielle.

G1

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