Nov 14, 2019

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Concurseiros viajam mais de mil quilômetros para tentar vaga na Polícia Civil no Acre

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Caravanas de outros estados compareceram às provas para vaga na Polícia Civil do Acre (Foto: Caio Fulgêncio/G1) 


Entre os mais de 13,2 mil inscritos que devem fazer o concurso da Polícia Civil do Acre neste domingo (7) há muitos concurseiros de outros estados. O certame está sendo organizado pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento (Ibade).


Nesta primeira fase, serão realizadas as provas objetiva, discursiva e de títulos, segundo o edital, nas cidades de Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira e Tarauacá.


Assim que abriram os portões em Rio Branco, foi possível perceber que a disputa por uma vaga está acirrada. Uma das faculdades onde a prova está sendo aplicada é a Faculdade Meta, na capital. Há candidatos que fretaram ônibus e enfrentaram até mil quilômetros de distância para fazer a prova.


Da capital amazonense, Luciano Silva, de 32 anos, enfrentou a distância de carro com uma caravana de 15 pessoas. “Estamos nos preparando há dois anos. Uma turma boa de um projeto muito bom lá em Manaus do ‘Sou caveira e vou passar’. A gente está bastante preparado e espero que dê tudo certo. Concurseiro é assim, tem que viajar direto”, diz.


Quem também marcou presença foram os concurseiros de Rondônia. Débora Fagundes tem 34 anos e essa é a segunda vez que vai tentar o concurso da polícia. Na primeira, o teste físico a eliminou. “Já venho estudando há alguns anos, mas, focada para o concurso estou há seis meses”, diz.


Há oito meses, o rondoniense Fernando Ramos, de 31 anos, voltou a focar nos estudos já pensando no concurso da Polícia Civil. “Nós saímos de lá na sexta e chegamos ontem [sábado,7]. É cansativo, mas vale a pena”, revela.

 

Grupo fretou ônibus e saiu de Rondônia para fazer prova em Rio Branco (Foto: Caio Fulgêncio/G1) 


Cidia Maura, de 32 anos, também reuniu os amigos concurseiros para tentar uma vaga no estado acreano. Ela não sabe ao certo quantas pessoas estavam na viagem, mas o grupo teve que fretar um ônibus. “A gente estuda há um tempo, vem acompanhado os conteúdos principais e depois que saiu o edital, aí realmente a gente intensificou e focou no conteúdo da prova”, diz.


Já Marileisa Oliveira, de 30 anos, é de Rio Branco e diz que há muito tempo está se preparando para o concurso. Ela acredita que, por ser de nível superior, a concorrência acaba baixando. “Não fiz pré-concurso. Estudei muito em casa com videoaulas. É um cargo bastante seguro, bem mais que a Polícia Militar”, finaliza.

 

 


O concurso


Ao todo, são 250 vagas, sendo 176 para o cargo de agente de Polícia Civil, 20 para auxiliar de necropsia, 18 paro cargo de delegado e outras 36 vagas para escrivão. Todos os cargos são para o nível superior, sendo que para delegado, o candidato deve ser formado no curso de direito e ter no mínimo três anos de atividade jurídica ou policial.


Segundo o instituto, o cargo mais concorrido é o de agente de Polícia Civil, com 9.202 inscritos, ficando uma média de pouco mais de 52 candidatos por vaga. Para o cargo de auxiliar de necropsia, são 1.042 inscritos. Além disso, 1.872 candidatos se inscreveram para o cargo de delegado e outros 1.163 para escrivão.


A prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, será realizada no turno da manhã com duração de cinco horas. Os portões estarão abertos às 6h30 e serão fechados às 7h30. Já a prova discursiva, com duração de três horas, será aplicada ainda na tarde de domingo (7). Os portões estarão abertos às 13h50 e serão fechados às 14h50.


Ainda conforme o edital, somente será corrigida a prova discursiva dos candidatos aprovados na prova objetiva dentro do quantitativo de 10 vezes o número de vagas para o cargo.


O concurso será realizado em três fases de caráter eliminatório e/ou classificatório. Na primeira, serão realizadas as provas objetivas, discursivas e de títulos. Na segunda fase, serão realizadas as provas de aptidão física, exame psicotécnico, prova prática de digitação, exame médico e toxicológico e investigação criminal e social. Na última fase será realizado o curso de formação.

 

G1

 

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